O Banco da Amazônia (BAZA3) registrou lucro líquido de R$ 47,5 milhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 84,5% na comparação anual. Além disso, o retorno sobre patrimônio (ROAE) recuou de 19,6% para 12,2% no período.
Segundo a instituição, o resultado foi pressionado pelo aumento da inadimplência, volatilidade cambial, juros elevados e impactos indiretos das tensões geopolíticas globais. Com isso, o banco ampliou provisões prudenciais ao longo do trimestre.
Inadimplência e provisões pressionam resultado
A inadimplência acima de 90 dias avançou para 5,39% em março, contra 2,92% um ano antes. Dessa forma, o ambiente macroeconômico mais desafiador afetou principalmente operações ligadas ao mercado de commodities.
Ao mesmo tempo, a instituição destacou o crescimento de empresas em recuperação judicial dentro da carteira corporativa. Por isso, houve aumento da necessidade de provisões para perdas de crédito.
Além disso, o volume de contratações de crédito caiu 5,8%, totalizando R$ 4 bilhões no trimestre. As operações do FNO também recuaram na comparação anual.
Mercado monitora qualidade da carteira
Nos bastidores, analistas acompanham a evolução da qualidade dos ativos e os efeitos do cenário econômico sobre os bancos regionais. Isso porque juros elevados continuam pressionando empresas e produtores ligados ao agronegócio e commodities.
Por outro lado, o banco segue desempenhando papel estratégico no financiamento da Região Norte, especialmente por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte.
Agora, investidores monitoram os próximos trimestres para avaliar se a instituição conseguirá estabilizar inadimplência e recuperar rentabilidade.
Fonte: Guia do Investidor


