O principal objetivo do encontro é a Campanha Salarial 2026. A categoria possui uma Convenção Coletiva com mais de 100 cláusulas e, no momento, está na fase de elaboração da minuta de reivindicações.
“A minuta parte da convenção que já temos e acrescenta outras demandas identificadas como importantes para os bancários”, destacaram os dirigentes.
Reajuste salarial definido
Entre os principais pontos já aprovados está a proposta de reajuste: reposição pelo INPC acumulado nos últimos 12 meses, desde o último reajuste, acrescida de 5% de aumento real.
“A reivindicação mais importante que definimos ontem é a reposição salarial pelo INPC do período de um ano, mais 5% de aumento real”, reforçaram.



Outros temas de destaque no 52º Encontro:
- Mudanças na Previdência ampliam responsabilidade de sindicatos e bancários
As constantes mudanças nas regras previdenciárias e a digitalização dos serviços públicos impõem novos desafios aos trabalhadores. Para os bancários, categoria com altos índices de adoecimento e afastamentos, a atenção aos direitos previdenciários tornou-se fundamental. O debate reforçou o papel estratégico dos sindicatos na proteção da categoria diante de regras mais complexas e processos digitais.
- IA no setor bancário acende alerta sobre demissões e controle por algoritmos
A tecnologia já interfere na rotina, produtividade, avaliação de desempenho e reorganização interna dos bancos. O avanço traz eficiência, mas acende um alerta: sem transparência e regulação, algoritmos podem ampliar demissões, acelerar o fechamento de agências e fragilizar direitos. O tema foi debatido na palestra “Impactos da Inteligência Artificial no Direito do Trabalho”, da advogada Dra. Maria Eugênia Neves Santana, que defendeu papel central dos sindicatos na discussão sobre automação.
- Pressão no setor bancário vira fator de risco para a saúde mental
Metas altas, cobranças constantes e falta de segurança psicológica colocaram a saúde mental dos bancários no centro do debate. Na palestra da psicóloga Karine Cândido Rodrigues, mestre e doutora pela FMUSP, destacou-se que o adoecimento psíquico não pode ser tratado como problema individual. Em muitos casos, o próprio ambiente de trabalho atua como fator de risco para ansiedade, esgotamento e depressão.
O Amazonas está participando do Encontro com uma delegação de 09 dirigentes.





