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52º Encontro Nacional de Dirigentes Sindicais retoma pauta de reivindicações dos bancários em São Paulo

52º Encontro Nacional de Dirigentes Sindicais
Fotos: Divulgação/Seeb/AM

O principal objetivo do encontro é a Campanha Salarial 2026. A categoria possui uma Convenção Coletiva com mais de 100 cláusulas e, no momento, está na fase de elaboração da minuta de reivindicações.

“A minuta parte da convenção que já temos e acrescenta outras demandas identificadas como importantes para os bancários”, destacaram os dirigentes.

Reajuste salarial definido

Entre os principais pontos já aprovados está a proposta de reajuste: reposição pelo INPC acumulado nos últimos 12 meses, desde o último reajuste, acrescida de 5% de aumento real.

“A reivindicação mais importante que definimos ontem é a reposição salarial pelo INPC do período de um ano, mais 5% de aumento real”, reforçaram.

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Outros temas de destaque no 52º Encontro:

  1. Mudanças na Previdência ampliam responsabilidade de sindicatos e bancários

As constantes mudanças nas regras previdenciárias e a digitalização dos serviços públicos impõem novos desafios aos trabalhadores. Para os bancários, categoria com altos índices de adoecimento e afastamentos, a atenção aos direitos previdenciários tornou-se fundamental. O debate reforçou o papel estratégico dos sindicatos na proteção da categoria diante de regras mais complexas e processos digitais.

  1. IA no setor bancário acende alerta sobre demissões e controle por algoritmos

A tecnologia já interfere na rotina, produtividade, avaliação de desempenho e reorganização interna dos bancos. O avanço traz eficiência, mas acende um alerta: sem transparência e regulação, algoritmos podem ampliar demissões, acelerar o fechamento de agências e fragilizar direitos. O tema foi debatido na palestra “Impactos da Inteligência Artificial no Direito do Trabalho”, da advogada Dra. Maria Eugênia Neves Santana, que defendeu papel central dos sindicatos na discussão sobre automação.

  1. Pressão no setor bancário vira fator de risco para a saúde mental

Metas altas, cobranças constantes e falta de segurança psicológica colocaram a saúde mental dos bancários no centro do debate. Na palestra da psicóloga Karine Cândido Rodrigues, mestre e doutora pela FMUSP, destacou-se que o adoecimento psíquico não pode ser tratado como problema individual. Em muitos casos, o próprio ambiente de trabalho atua como fator de risco para ansiedade, esgotamento e depressão.

O Amazonas está participando do Encontro com uma delegação de 09 dirigentes.

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