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Fenaban congela piso, tenta dividir bancários e tem proposta rejeitada pela CONTEC

Entidade sindical classifica proposta como “ridícula” e rejeita reajuste por faixa salarial
Fenaban congela piso, tenta dividir bancários
Foto: Divulgação/CONTEC

A Fenaban chegou à mesa de negociação nesta quinta-feira (13) com uma proposta que, em vez de avançar na valorização dos bancários, abriu uma nova frente de confronto com a categoria. Os bancos propuseram reajustes diferentes de acordo com a faixa salarial, nenhum aumento para o piso e uma correção considerada insuficiente para vale-refeição e vale-alimentação, mas a CONTEC rejeitou a proposta ainda na mesa de reunião realizada em São Paulo.

Para o presidente da CONTEC, Lourenço Prado, não havia espaço para aceitar uma proposta que deixa justamente o piso salarial sem qualquer correção e cria tratamentos diferentes dentro da própria categoria.

“A proposta que a Fenaban apresentou hoje em mesa foi rejeitada, porque, primeiramente, não haver reajustamento salarial para o piso é inaceitável. O reajustamento da cesta alimentação e do vale-ticket na forma proposta pela Fenaban também é inaceitável.”

Lourenço também criticou diretamente a tentativa de criar percentuais diferentes para salários maiores, médios e menores.

“Esse projeto ‘Robin Hood’ não funciona, você tirar de quem ganha mais para quem ganha menos.”

O secretário-geral da CONTEC, David Zaia, foi ainda mais direto ao classificar essa nova apresentação dos bancos como “uma proposta ridícula”. Zaia afirmou ainda que a CONTEC não aceita a divisão dos trabalhadores por faixa salarial, nem o congelamento do piso.

“A gente precisa de uma participação mais ativa ainda nesta campanha salarial, com manifestações, com protestos, para que a gente possa, na próximas negociações, ter uma proposta dos bancos que atenda às nossas reivindicações, que são aumento que reponha a inflação e tenha aumento real, valorização do tíquete e valorização do piso. Participem, a opinião de cada um de vocês é importante para embasar os rumos da mesa de negociação”, disse.

O presidente da FEEB-PR, Gladir Antônio Basso, também classificou a proposta como incompatível com os resultados do setor financeiro e relacionou a postura dos bancos ao fechamento de agências e à redução dos postos de trabalho no setor em todo país.

“Se nós vermos que, de dezembro de 2025 a julho de 2026, foram fechadas 1.017 agências, consequentemente milhares de bancários sendo desempregados, e essa condição que hoje deveria apresentar uma proposta não aconteceu.”

O presidente do SEEEB AM, Nindberg B. dos Santos, acha um absurdo esta proposta da Fenaban, quase dois meses de negociações e apresentar uma proposta como esta é uma total falta de respeito com a categoria bancaria com os funcionários que geram lucros absurdos aos banqueiros, os bancos nos últimos dois anos reduziram seu quadro de funcionários, vários pais de famílias foram demitidos, mas os lucros continuaram a crescer, não existe justificativa para que a Fenaban apresente uma proposta insignificante como esta em uma mesa de negociação, escalonar reajuste escalonado é dividir a categoria.

Na mesma linha, o presidente da FEEB AL/PE/RN, Luiz Gustavo de Pádua Walfrido, acusou a Fenaban de tentar dividir os bancários e prolongar uma negociação que já deveria ter avançado para uma proposta econômica concreta.

“Infelizmente, a Fenaban vem com mais enrolação. Apresenta uma proposta para dividir a categoria e sugere reajuste escalonado por faixa salarial. Estamos aqui para melhorar a vida dos bancários, não para colocarmos todos eles em cheque. Isso não pode acontecer”, destacou.

Com a proposta rejeitada, a campanha salarial entra em uma fase de maior pressão sobre os bancos. As entidades prometem intensificar manifestações e protestos até a nova rodada do dia 18 de agosto.

O recado da CONTEC é que a Fenaban já teve tempo para conhecer as reivindicações e avaliar a capacidade econômica do setor. A próxima reunião será no Hotel Laghetto Stilo São Paulo, no bairro Paraíso, na capital paulista.

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