GREVE DEPOIS DA COPA? CENTRAIS SINDICAIS QUEREM REVOGAR REFORMAS DE TEMER

 

GREVE DEPOIS DA COPA? CENTRAIS SINDICAIS QUEREM REVOGAR REFORMAS DE TEMER

Centrais sindicais do país se unem contra pontos da reforma trabalhista e marcam mobilização nacional para agosto (Filipe Albuquerque)

Documento elaborado por sete centrais sindicais exige ações imediatas de combate ao desemprego e a revogação de reformas feitas pelo governo do presidente Michel Temer, incluindo alguns itens da reforma trabalhista e da emenda que estabelece o teto de gastos públicos. As entidades agendaram para o dia 10 de agosto uma mobilização nacional – o “Dia Nacional de Luta” –, com possibilidade de greves pelo país.

O manifesto “Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora” foi apresentado nesta quarta-feira (6) em reunião com as entidades, em São Paulo. CUT, Força Sindical, Intersindical, UGT, CTB, CSB e NCST assinam o material, que conta com 22 propostas e deve ser entregue no próximo dia 13 ao Congresso Nacional. O material será encaminhado também aos candidatos à Presidência da República.

Sinal de alerta
“O dia 10 é um dia de mobilização, de protesto, por tudo o que tem acontecido no país, com foco principal na questão do desemprego, flagelo maior para a classe trabalhadora”, explica Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT, para quem a data servirá de alerta para o país. “Estamos chamando do dia do basta. Quem puder fazer greve, tem que fazer greve; quem puder fazer manifestação, ocupar praças, ruas, que faça. Queremos paz, emprego. Do jeito que estamos, não dá”, acrescenta.

A ideia é que o dia seja marcado por manifestações pelo país, que podem incluir a paralisação de empresas e de categorias, ainda não definidas. “É pelo país. Queremos a retomada das medidas sociais que foram benéficas para o povo”.

“A pauta da manifestação está vinculada ao documento”, complementa Adilson Araújo, presidente da CTB. “O destaque é a questão da revogação da legislação trabalhista porque ela é prejudicial para a classe trabalhadora, e também para a emenda do teto de gastos”, informa.

Além dos pedidos de revogação das reformas e de adoção de medidas emergenciais pela recuperação do emprego, o documento retoma a briga dos sindicatos por jornada de trabalho de 40 horas semanais, mais a possibilidade de fixação de contribuição sindical voluntária definida em assembleia, a regulação do direito de negociação coletiva para os servidores públicos em todas as esferas do governo, reforma tributária progressiva, com revisão dos impostos de consumo e aumento sobre os tributos relativos ao patrimônio, herança, lucros e dividendos, e a retomada de obras de infraestrutura.

(Fonte: Gazeta do Povo)

 

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