barato na passagem de março para abril.
"O que aumentou foi supermercado. Os problemas climáticos têm prejudicado a safra da batata e das frutas também. E, no caso do leite, o pecuarista tem preferido usar o gado para corte. Tanto é que a carne está com preço em queda, pela maior oferta. Com isso, o leite está na entressafra, e junto com ele tem toda a cadeia de derivados do leite que ficam mais caros também", explicou Eulina.
Conta de luz. Já a tarifa de energia elétrica recuou 3,11% em abril. O item exerceu o mais expressivo impacto negativo sobre a inflação do mês, o equivalente a -0,12 ponto porcentual para a taxa de 0,61% do IPCA. O comportamento foi resultado do fim da cobrança extra da bandeira tarifária. Desde 1º de abril, deixou de ser cobrado o valor de R$ 1,50 por cada 100 kilowatts-hora consumidos, referente à bandeira amarela.
As contas de luz ficaram mais baratas em quase todas as regiões pesquisadas. As exceções foram Fortaleza, onde houve alta de 2,42% por conta do reajuste de 12,97% em 22 de abril, e Campo Grande, com aumento de 0,38% em função do reajuste de 7,40% a partir de 8 de abril.
A energia elétrica, apesar das sucessivas quedas este ano, devolveu 6,96% da alta de cerca de 50% registrada em 2015, observou Eulina. "Uma conta que você pagava R$ 100,00 em dezembro de 2014 terminou em R$ 150,00 em 2015. E, agora, está em R$ 141. Então, apesar da queda este ano, não devolveu R$ 41 do aumento do ano passado", calculou a coordenadora do IBGE.
Em maio, a conta de luz deve voltar a pressionar a inflação, devido aos reajustes em Fortaleza (12,97% em 22 de abril), Salvador (10,72% em 22 de abril), Campo Grande (7,40% em 8 de abril) e Recife (9,9% em 29 de abril).
Baixa renda. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,64% em abril, após ter registrado alta de 0,44% em março, segundo o IBGE. Como resultado, o índice acumulou uma alta de 3,58% no ano e avanço de 9,83% em 12 meses. O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.
Fonte: Estadão




